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Milhares Homenageiam Jovem de Direita Morto na França Após Ataque de Militantes de Esquerda; Caso Gera Tensão Internacional

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Lyon, França —

Uma multidão de cerca de 3,5 mil pessoas tomou as ruas de Lyon no último sábado (21) para prestar uma emocionante homenagem a Quentin Deranque, um jovem de 23 anos e ativista de direita nacionalista brutalmente assassinado. O evento, marcado por um clima de comoção, silêncio e orações, reuniu manifestantes que carregavam rosas brancas e retratos do estudante.

O crime que chocou a França ocorreu no dia 12, nas proximidades de um evento universitário. De acordo com as autoridades locais, Deranque foi cercado e violentamente espancado por ao menos seis homens encapuzados. Infelizmente, o jovem não resistiu aos graves ferimentos e veio a falecer.

A investigação policial avançou rapidamente, identificando 11 suspeitos. Destes, sete foram formalmente indiciados, sendo que seis deles respondem por homicídio doloso. A prisão de um assessor parlamentar ligado a um deputado do partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI) intensificou o debate político sobre a escalada da violência ideológica no país, conforme divulgado pelas autoridades.

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Marcha pela Justiça e Paz

A manifestação em homenagem a Quentin Deranque ocorreu sob forte esquema de policiamento, mas, em sua maioria, transcorreu de forma pacífica. Os participantes exibiram faixas com críticas a grupos antifascistas e entoaram palavras de ordem contra a radicalização política que assola o país. A organização do evento buscou clamar por justiça e por um fim à violência ideológica.

No entanto, a prefeitura de Lyon informou que está analisando vídeos que supostamente registram saudações nazistas feitas por indivíduos isolados durante a manifestação. A prefeita Fabienne Buccio declarou que qualquer gesto ou comentário considerado repreensível será encaminhado ao Ministério Público para as devidas apurações, reforçando o compromisso com a investigação de quaisquer atos ilícitos.

Repercussão Internacional e Tensão Diplomática

O trágico assassinato de Quentin Deranque ultrapassou as fronteiras francesas, gerando reações internacionais significativas. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou o crime como “uma ferida para toda a Europa” e um ataque à convivência democrática, demonstrando a preocupação europeia com o aumento da violência política.

Em resposta, o presidente francês, Emmanuel Macron, apelou por serenidade e anunciou a realização de reuniões para discutir medidas de combate a grupos envolvidos em ações violentas. A preocupação com a segurança e a estabilidade política foi um tema central em sua declaração.

O caso também provocou uma inesperada tensão diplomática entre a França e os Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, convocou o embaixador americano em Paris, Charles Kushner, após declarações da administração Trump que classificaram o crime como um exemplo da “violência política da extrema-esquerda”.

Barrot reagiu firmemente, afirmando que a França “não tem lições a receber” sobre como lidar com sua violência interna, considerando as declarações americanas uma ingerência indevida em assuntos domésticos franceses. A situação evidencia a complexidade e a sensibilidade do debate sobre violência política na Europa.

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